Setembro Verde

16/09/2026

Doe órgãos, salve vidas!

Setembro Verde é o mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos e à importância de conversar sobre esse gesto de amor com a família. Uma única pessoa doadora pode salvar várias vidas, oferecendo uma nova chance a quem espera por um transplante. Mais do que um ato solidário, a doação de órgãos é uma forma concreta de transformar dor em esperança e de deixar um legado de cuidado com o próximo.

No Brasil, a autorização da família é essencial para que a doação aconteça, por isso é tão importante declarar em vida o seu desejo de ser doador. Falar sobre o tema, compartilhar informações confiáveis e combater mitos ajuda a aumentar o número de doadores e a reduzir filas de espera. Neste Setembro Verde, informe-se, converse com quem você ama e considere dizer sim à doação de órgãos.

A doação de órgãos é regulamentada por lei e totalmente coordenada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT) do SUS, sendo proibida qualquer forma de comercialização. 

Como funciona a autorização

  • Decisão da família: No Brasil, a doação após o falecimento depende exclusivamente da autorização familiar.
  • Quem pode autorizar: Cônjuge ou parentes maiores de idade (pais, filhos, irmãos) seguindo a linha sucessória.
  • Aviso em vida: Mesmo que a pessoa expresse o desejo de ser doadora em documentos ou no AEDO (Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos), é fundamental conversar com a família. Na prática, a equipe médica consulta os familiares, e a autorização deles é indispensável. 

Tipos de doadores

  • Doador falecido: Pacientes com confirmação de morte encefálica (parada total e irreversível das funções do cérebro), diagnosticada rigorosamente por dois médicos independentes. É possível doar coração, pulmões, rins, fígado, pâncreas, intestinos e tecidos (córneas, pele, ossos).
  • Doador vivo: Pessoas saudáveis que concordam em doar um dos rins, parte do fígado ou da medula óssea para parentes (ou não parentes, mediante autorização judicial).

A Fila de Transplantes

  • Fila única e transparente: O paciente receptor precisa estar cadastrado na lista oficial do SUS.
  • Critérios de distribuição: A ordem de atendimento prioriza a gravidade/urgência do paciente, a compatibilidade sanguínea e genética com o doador e o tempo de espera.

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